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Como a nossa mente funciona?

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Existem diferentes explicações sobre o funcionamento da mente dependendo da área de estudo. Dessa vez, vou falar sobre a mente do ponto de vista da hipnose, segundo O Modelo da Mente de Gerald Kein.

 

 

Dificilmente nós paramos para pensar sobre como a nossa mente funciona. Mas saiba que nós temos três mentes muito distintas e separadas. Elas fazem coisas diferentes e tem dificuldade de se inter-relacionarem e de se comunicarem.

 

A primeira é a mente consciente. Esta que nós estamos agora. Abaixo desse nível de consciência, temos a mente subconsciente. E ainda mais profundo, temos a mente inconsciente.

 

 

A mente inconsciente é responsável por nos manter vivos. Basicamente, ela faz três coisas:

- Controla nosso sistema imunológico;

- Controla nossas funções fisiológicas, como a respiração, a circulação...;

- E é responsável pelos nossos instintos de sobrevivência.

 

(Como não temos controle sobre a mente inconsciente, não vamos aprofundar tanto nela nesse momento)

 

 

A mente consciente é onde passamos a maior parte do tempo. Quero que entenda que ela faz somente quatro coisas.

 

A primeira função da mente consciente é a analítica. Essa é a parte que vê um problema, analisa esse problema e busca uma solução. Além disso, essa parte é responsável pelas centenas de tomadas de decisões que tomamos diariamente, decisões que achamos que são automáticas, mas na verdade não são. Como: “Vou usar essa roupa hoje”, “Vou de bicicleta para o trabalho”, “Vou fazer risotto no jantar”.

 

A segunda função da mente consciente é uma que nos causa alguns probleminhas, nós chamamos essa parte de racional. Essa é a parte que está sempre buscando uma razão do porquê a gente se comporta de determinada maneira.

 

Quando uma pessoa não tem uma razão para fazer algo, ela fica ansiosa, nervosa e frustrada, podendo levá-la a ter sérias doenças mentais. O problema da parte racional é que ela nos dá motivos para nossos comportamentos que não são verdadeiros.

 

Por exemplo, muitos fumantes acreditam que fumam porque se sentem mais calmos e relaxados. O problema é que nós, hipnoterapeutas, sabemos as verdadeiras razões pelas quais as pessoas fumam.

 

Geralmente, os fumantes começam a fumar entre os 12 e 20 anos, quando estão buscando a segurança que não encontram mais nos pais, e sim, nos grupos de amigos. A segurança é uma necessidade básica do ser humano, e quando o subconsciente associa a segurança que precisa àquele grupo de amigos que fumam, a próxima vez que oferecerem um cigarro à essa pessoa, ela vai aceitar. É por isso que as pessoas começam a fumar. Não tem nada a ver com ficar calmo ou relaxado.

 

Então, saiba que as razões que a mente consciente dá para nossos comportamentos são quase sempre erradas. Você não começa a fumar porque isso te acalma, você começa quando precisa de segurança.

 

A terceira função é a força de vontade. Já estamos familiarizados com essa parte. É através dela que você começa uma dieta, tenta parar de fumar, tenta parar de beber… Essas atividades duram até que a força de vontade enfraqueça, como uma bateria de celular que vai se esgotando. Depois disso, você volta para o velho hábito. A força de vontade é limitada e muitas vezes não é capaz de gerar mudanças duradouras e sustentáveis.

 

E a última parte da mente consciente é a memória funcional que guarda as informações mais frescas que precisamos acessar diariamente, como: nosso nome, nosso endereço, a senha do banco…

 

Então, essas são as quatro funções da mente consciente. Muito lógica, analítica e frequentemente errada.

 

 

Agora, aonde vive o nosso verdadeiro EU, é na mente subconsciente.

A mente subconsciente é muito poderosa e ela pode nos transformar no que a gente quiser.

Rico, pobre, magro, gordo, feliz, triste...

 

Para entender como essa mente funciona, pense que ela é bem parecida com um computador.

 

Quando compramos um novo computador, abrimos e colocamos sobre a mesa, ele ainda não é capaz de responder nossas perguntas e executar tarefas. Isso acontece porque ele ainda não tem nenhuma programação. A medida que vamos colocando nossos dados e instalando programas, nosso computador vai ganhando vida.

 

A mente subconsciente funciona da mesma forma, mas é muito mais poderosa.

 

Quando nascemos, quase não temos programação. E ao longo da vida, vamos programando nossa mente de acordo com as experiências que vamos tendo. E nossa mente possui a seguinte regra: ela vai nos transformar naquele tipo de pessoa que percebe que somos, baseada em toda programação que nos foi inserida e que continuará sendo inserida até o fim de nossas vidas.

 

Por exemplo, se nosso subconsciente disser que somos gordos, nós somos gordos. Se disser que somos magros, fumantes, talentosos ou fracassados, é isso que somos. Ele soma toda nossa programação e toma uma decisão sobre o tipo de pessoa que seremos.

 

E quais são os programas que existem em nossa mente subconsciente?

 

O primeiro é nossa memória de longo prazo. O subconsciente funciona como uma câmera que registra todos os momentos de nossa vida. Tudo o que você já viu, ouviu, sentiu, cheirou e saboreou fica armazenado permanentemente em nossos bancos de memória. Nunca esquecemos de nada. E a hipnose pode acessar essa informação a qualquer momento, como se viajássemos no tempo. Por exemplo, com a regressão, você pode reviver seu 1º aniversário. Ver, ouvir e sentir tudo que aconteceu naquele momento, como se estivesse lá.

 

O segundo programa da nossa mente subconsciente são os hábitos.

 

Temos três tipos de hábitos. Os bons hábitos, os maus hábitos e os hábitos funcionais que são o nosso piloto automático e que nos ajudam a poupar tempo e energia. Como: dirigir um carro, atender o celular, escovar os dentes…

 

O terceiro programa é a emoção.

 

A mente consciente não sabe lidar com as emoções de nenhuma forma. Por isso, quando somos expostos à situações que exigem emoção, nossa mente consciente se abre como o mar vermelho, para que o subconsciente lide com a situação.

 

Por isso, quando a situação passa e a mente consciente toma controle novamente, você pensa: “Por que eu disse isso?”, “Por que fiz aquilo?”.

 

O quarto programa e talvez o mais importante é a auto-proteção.

 

Nosso subconsciente não sabe diferenciar o que é real do que é imaginário, então nos protege de qualquer perigo que perceba.

 

Um exemplo de um caso famoso da hipnoterapia é o de uma mulher que tinha 1,70m e 140kg, e buscou a hipnoterapia pois dizia que tinha problemas alimentares.

 

Durante a sessão, foi descoberto que com 6 anos, o padrasto abusou dela. Quando ela contou para a mãe, a mãe não acreditou. Então ela se sentiu culpada, como se tivesse feito algo errado. Mas ainda não tinha começado a engordar.

 

Na adolescência, com 15 anos, percebeu que os meninos só queriam se aproveitar dela, por ser muito bonita. Mas também não começou a engordar nessa época.

 

Até que com 24 anos, ela se casou com o homem da sua vida, que não faria nada de errado. E na lua de mel, ele contou que quando jovem, no exército, tinha o costume de só ficar com garotas e depois sumir.

 

Foi aí que seu subconsciente captou a mensagem e decidiu protegê-la.

 

“Quando você era criança, seu padrasto abusou de você. Na adolescência, os meninos só queriam se aproveitar de você. E agora que você tinha achado o homem perfeito, ele diz que também fazia isso com mulheres. Então, certamente vai fazer com você.”

 

Nesse momento, o subconsciente tomou a decisão de protegê-la dos homens que a machucam. E como não pode ensinar karatê pra ela, então vai proteger da forma que pode. E assim, essa mulher começou a engordar. Para que menos homens se interessassem por ela e não a machucassem.

 

É assim que o subconsciente nos protege. Às vezes, de uma forma que não gostaríamos, mas proteção é seu trabalho principal.

 

E o último programa é uma parte negativa nossa. Apesar de poderoso, nosso subconsciente é muito preguiçoso.

 

Ele gosta de manter as coisas como estão. Sugestões que gerem mudança, demandam muito trabalho e energia para o subconsciente fazer uma reprogramação. Por isso, tem dificuldade de aceitar sugestões positivas, mas muita facilidade de aceitar sugestões negativas.

 

Por exemplo, imagine uma pessoa obesa se olhando no espelho. Quando ela fala para si mesma: “Nossa, sou muito gorda”, essa sugestão vai para o subconsciente que diz: “Verdade, isso combina com a programação que tenho aqui e com a percepção que tenho de você”. Dessa forma, a sugestão é aceita, fortalecendo essa percepção e tornando a pessoa ainda mais gorda.

 

Caso essa mesma pessoa obesa, se olhasse no espelho e dissesse: “Sou magra e estou bem em forma”, a mente subconsciente diria “Não, isso não bate com a programação”, e manda a sugestão embora.

 

 

O importante é que você saiba que se uma sugestão é aceita pelo subconsciente, então ela deve se tornar realidade.

 

 

E como fazemos para colocar a sugestão no subconsciente?

Eu vou te explicar.

 

Imagine que chega uma sugestão para um fumante de parar de fumar.

O consciente dele pode aceitar e dizer: “Ótima ideia. Vou parar de fumar, ficar mais saudável e evitar doenças futuras. Nada vai me deter”. Depois, o consciente só precisa mandar a sugestão para o subconsciente.

 

Mas aí tem um problema. Existe uma parte importante do seu consciente que eu não te falei.

Chamamos essa parte de Fator Crítico. Ele funciona como o segurança de uma festa. Seu trabalho é permitir ou rejeitar a entrada de sugestões no subconsciente.

 

Quando a sugestão de parar de fumar chegar no Fator Crítico, ele vai perguntar para seu chefe, o Subconsciente, se pode deixar a sugestão entrar. O Subconsciente vai olhar à sua volta, para toda a programação que existe, e vai dizer:

 

“Opa. Esse cara fuma há 10 anos e o cigarro o mantém seguro. Pode mandar essa sugestão embora. Sem contar que se eu deixo ela entrar, terei que mudar toda minha programação e eu não estou nem um pouco afim”.

 

Assim, a sugestão é mandada embora. E a única coisa que lhe resta é correr atrás da força de vontade.

 

 

Então, como podemos colocar uma sugestão no subconsciente?

 

É aí que entra uma super ferramenta chamada, hipnose. A hipnose consegue atravessar o fator crítico.

 

Mas, as pessoas que não conhecem a hipnose, acreditam que é só isso, usamos a hipnose e pronto, a sugestão fica no subconsciente. Se fosse assim, hipnólogos poderiam mesmo controlar a mente das pessoas.

 

Porém, nossa mente não é tão vulnerável assim.

 

A hipnose não é como muitas pessoas acreditam. Você não dorme durante a hipnose. Pelo contrário, você fica em alto estado de alerta com todos seus sentidos extremamente aguçados. Você ouve claramente tudo o que eu falo e percebe o que está acontecendo à sua volta. É um estado natural de alto foco e concentração.

 

Por isso, quero que saiba que seu consciente tem um papel muito importante durante a hipnose.

 

Quando você ouvir uma sugestão, você poderá escolher uma entre quatro atitudes mentais. A atitude mental que você escolher, vai determinar o sucesso ou o fracasso da hipnose. Somente uma delas o levará a mudança que deseja.

 

 

Quer saber quais são essas 4 atitudes?

 

A primeira, e a única que vai levá-lo ao sucesso, é pensar: “Gosto dessa sugestão e tenho certeza que vai funcionar”. Ao tomar essa atitude, você instala essa sugestão no seu subconsciente e o torna permanente, gerando toda a mudança que você deseja.

 

A segunda atitude é: “Não gosto da sugestão e não vai funcionar”. Essa é a forma mais rápida de mandar a sugestão para longe. Se não quiser a mudança, não terá.

 

A terceira atitude é: “Tanto faz. Se funcionar será legal”. Estar indiferente também bloqueia qualquer sugestão, você precisa querer.

 

E a última atitude, que é a pior delas, é: “Gosto dessa sugestão e espero que funcione”.

Se você busca ter controle sobre sua vida, já pode jogar fora essa palavra “esperar” e também a palavra “tentar”. Ambas são sinônimos de falha. Esperar que algo aconteça, é tirar a responsabilidade da mudança.

 

E o que é tentar? “Eu tentei te ligar”. O que aconteceu? Apareceu um campo de força entre seu dedo e o celular que não permitiram que você ligasse? Ou você ligou ou não ligou, se a pessoa atendeu ou não já é outra coisa.

 

Ou seja, você precisa aceitar a sugestão e estar com a atitude correta de que “gosto dessa sugestão e sei que vai funcionar”.

 

Somente essa atitude vai levá-lo à mudança. Qualquer uma das outras três vai falhar. Então fixar uma sugestão só depende de você. Eu não posso forçar uma sugestão se estabelecer na sua mente.

 

 

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Você pode ver a explicação simplificada no vídeo abaixo:

 

 

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E aí, gostou de saber mais sobre a sua mente?

Então curta esse artigo e compartilhe com seus amigos.

Se tiver qualquer dúvida ou comentário, pode escrever aqui embaixo.

 

 

Um grande abraço,

 

Renato Endo.

Mental Coach de Atletas e Fundador da Deeper Co.

 

 

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